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Blog do Google Brasil

Inteligência Artifical

Brasil, o país da Inteligência Artificial

Pessoa olhando para cima em espaço branco.

Em 2016, quando a iniciativa do Google for Startups chegou ao Brasil, o ecossistema poderia ser considerado nascente. Com menos de 5 mil startups, muito ainda precisava ser feito - desde o investimento em infraestrutura tecnológica até a capacitação de profissionais. Hoje, já podemos dizer que as coisas estão diferentes. De acordo com a Abstartups, por exemplo, são mais de 12 mil startups registradas no país, sendo que mais de 20 são unicórnios (startups que atingem um valor de mercado maior que US$ 1 bilhão).

Com o alto crescimento desse ecossistema nos últimos anos, tornou-se uma prioridade observar quais são as próximas etapas para um contínuo desenvolvimento, inclusive sobre quais tecnologias e ferramentas que precisamos priorizar. A Inteligência Artificial (I.A.) é, definitivamente, uma delas e as startups são cada vez mais as protagonistas no desenvolvimento dessa tecnologia.

Atentos a essa realidade, o Google for Startups elaborou um estudo inédito sobre a I.A. no Brasil. Parte de uma iniciativa conjunta com a Box1824 e com a Abstartups, o relatório “O impacto e o futuro da Inteligência Artificial no Brasil” faz um mapeamento das principais dores e soluções necessárias para um bom desenvolvimento dessa tecnologia no país.

Olhando de forma analítica, o avanço cada vez mais expressivo da internet e da tecnologia fez com que a I.A. passasse a ser parte do nosso cotidiano. Conteúdos personalizados nas redes sociais, assistentes virtuais nos aparelhos celulares e aplicativos de trânsito que mostram a rota mais viável são só alguns exemplos disso. E a tendência é que seu uso seja cada vez mais frequente.

Porém, o futuro da I.A. no país está sendo escrito agora - tanto em código quanto em legislação, como o Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 21/20). As perspectivas apenas confirmam isto. De acordo com um estudo global da McKinsey, estima-se que a I.A. gerará 13 trilhões de dólares no mundo até 2030. Para o mesmo ano, espera-se um aumento de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina em virtude dessa tecnologia.

Perfil de uma pessoa na sombra.

As primeiras etapas da pesquisa

O estudo nasceu com um objetivo claro: investigar o estado atual do desenvolvimento da Inteligência Artificial entre as startups, além de entender as oportunidades e desafios que ainda impedem o seu maior desenvolvimento no Brasil.

Através do mapeamento de mais de 700 startups, a pesquisa radiografou nacionalmente o cenário atual da I.A entre as startups. Também foram realizadas mais de 10 entrevistas em profundidade com CEOs, fundadores e heads de Inteligência Artificial de startups do país, algumas das quais participaram de programas do Google for Startups. As conversas e experiências, que trouxeram um tom qualitativo ao material, se relacionam com os temas centrais do relatório. São eles: regulamentação, educação tecnológica, diversidade e inclusão e desafios do mercado.

Jovens trabalhando e compartilhando ideias em uma mesa.

Regulamentação em momento crítico

Apesar da proximidade das discussões sobre o Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 21/20), o relatório mostra que apenas 4% das startups entrevistadas afirmam conhecer o tema regulatório. Logo, há pouca ou nenhuma participação desses agentes - extremamente relevantes - nas diretrizes que determinam os caminhos evolutivos que a Inteligência Artificial pode ou não seguir no país.

Com isso, a ausência de um olhar ativo dos empreendedores e de outras pessoas ligadas à tecnologia pode acabar criando barreiras significativas na construção de um importante debate que busca o desenvolvimento de I.A. no país.

Um mercado homogêneo

Ainda que no ecossistema haja grandes discussões sobre como a diversidade pode ser uma estratégia de inovação para as startups, as equipes multiculturais ainda não são uma realidade presente nas empresas desenvolvedoras de Inteligência Artificial. Segundo a pesquisa, as empresas que desenvolvem I.A. no Brasil ainda são muito homogêneas - seja no âmbito de distribuição regional ou no perfil de fundadores e colaboradores.

Essa realidade pode ser confirmada através dos dados do estudo:

Quadro de texto com dados: 51,9% dos negócios em I.A. estão abrigados em São Paulo. 49% não têm mulheres em cargos de liderança. 61% não têm pessoas negras em cargos de liderança. 71% não têm pessoas LGBTQIAPN+ em cargos de liderança. 90% não têm pessoas com deficiência em cargos de liderança.

Uma questão de educação e conscientização

Uma realidade já conhecida no ecossistema de startups e empresas de tecnologia em geral é que o número de profissionais qualificados, formados em carreiras de tecnologia no país, ainda não é o suficiente para atender à crescente demanda do mercado por estes talentos.

Por outro lado, os profissionais que são especializados acabam escolhendo oportunidades em mercados mais estabelecidos, muitas vezes fora do país. A realidade é tão agravante que 37% dos entrevistados acreditam que a fuga de capital humano é o que mais prejudica o crescimento da I.A. no país.

Jovens engenheiros trabalhando em projeto tecnológico.

O futuro que já acontece hoje

As startups têm o poder de serem muito velozes em desenvolvimentos específicos com o uso de Inteligência Artificial para determinados setores ou para endereçar determinados desafios. Com essa característica, combinada com toda a diversidade que encontramos no Brasil e a força de inovação, reinvenção e transformação do nosso ecossistema empreendedor, não restam dúvidas que o país pode se tornar uma força no cenário global de Inteligência Artificial, ainda que tenhamos que buscar por soluções e endereçar cada degrau para virar o jogo.

A pergunta é: qual é o presente que devemos começar a construir hoje para impactar o futuro da Inteligência Artificial no Brasil?

Leia a pesquisa completa aqui.