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Blog do Google Brasil
Google Ads

Nosso Relatório Anual de Segurança de Anúncios



Na hora de decidir quais anúncios as pessoas veem e que tipo de conteúdo pode ser monetizado em nossas plataformas, o Google faz um trabalho proativo para garantir que a experiência do usuário seja cada vez mais segura. Desenvolver políticas para essas áreas e garantir que elas sejam cumpridas de forma consistente é uma das principais maneiras de garantir a segurança das pessoas e proteger a confiança depositada no nosso ecossistema de anúncios.

Em 2021 estamos comemorando o décimo aniversário do Relatório de Segurança de Anúncios, que desde então é publicado anualmente. Esse documento conta o que fazemos para evitar o uso mal-intencionado de nossas plataformas de publicidade. Sermos transparentes em relação às medidas tomadas para evitar violações das políticas do nosso ecossistema de anúncios sempre foi uma prioridade – e este ano estamos divulgando mais dados e informações do que nunca sobre o assunto.

O Relatório de Segurança de Anúncios é apenas uma das formas de compartilhar com o público o funcionamento da publicidade em nossas plataformas. No primeiro semestre do ano passado, apresentamos também o programa de verificação de identidade do anunciante. O Google já verifica a identidade de anunciantes em mais de 20 países (ainda não disponível para Brasil e América Latina), e começamos a compartilhar nome e localização dos anunciantes por meio do recurso “Sobre este anúncio”. Com isso, as pessoas podem saber quem está por trás de uma propaganda e tomar decisões mais bem informadas. Este recurso ainda não foi lançado no Brasil nem no resto de América Latina.

Aplicação de políticas em larga escala

Em 2020, nossas políticas e sistemas de revisão foram postos à prova em um momento em que todos tentavam atravessar uma pandemia mundial, eleições em diversos países e a luta constante contra atores mal-intencionados procurando novas maneiras de se aproveitar dos usuários na internet. Milhares de funcionários trabalharam incansavelmente para garantir uma experiência segura para usuários, criadores, editores e anunciantes. Acrescentamos ou atualizamos mais de 40 políticas para anunciantes e editores. Além disso, bloqueamos ou removemos quase 3,1 bilhões de anúncios que violavam nossas políticas, e restringimos outros 6,4 bilhões de anúncios.

Nossas restrições não são uma solução única para todos os casos, aplicadas de forma igual a todos. 2021 é o primeiro ano em que compartilhamos informações sobre restrições a anúncios – uma peça fundamental da nossa estratégia mais ampla. As restrições permitem adotar uma abordagem sob medida, ajustada a cada região, à legislação local e aos nossos programas de certificação. Dessa forma, os anúncios aprovados (limitados) são exibidos apenas nos lugares adequados, de acordo com a legislação e as regras jurídicas. Um exemplo: exigimos que farmácias que vendem pela internet passem por um programa de certificação. Depois de aprovadas, seus anúncios são exibidos apenas em países que permitem a venda online de medicamentos com receita. Ao longo dos últimos anos, observamos um aumento em regulações específicas para cada país. Restringir propagandas permite que o Google ajude os anunciantes a cumprir esses requisitos regionais e reduza ao mínimo possível os impactos sobre a campanha como um todo.

Seguimos também investindo em tecnologias de identificação automatizada, para examinar os sites dos editores e conferir se estão em conformidade com as políticas de maneira escalável. Graças a esses investimentos, somados a diversas novas políticas, aumentamos consideravelmente o cumprimento das políticas e retiramos anúncios de 1,3 bilhão de páginas de editores em 2020 (em comparação com 21 milhões em 2019). Também impedimos a veiculação de anúncios em mais de 1,6 milhão de sites de editores que continham violações disseminadas ou flagrantes.

Agilidade diante de novas ameaças

Em janeiro do ano passado, à medida que o número de casos de coronavírus aumentava no mundo, impusemos uma política de eventos sensíveis, cujo objetivo é evitar comportamentos como tentativas de inflacionar preços de produtos cuja demanda está em alta (como álcool em gel, máscaras e embalagens de papel) ou de veicular anúncios que prometem curas milagrosas. Com o tempo, aprendemos mais sobre o vírus, e as organizações de saúde divulgaram novas orientações. Assim, aprimoramos nossa estratégia para garantir o cumprimento das políticas: passamos a permitir que fornecedores de serviços médicos, organizações de saúde, governos locais e empresas confiáveis dêem destaque a notícias importantes e conteúdo legítimo – evitando, ao mesmo tempo, violações oportunistas. Além disso, diante das afirmações e conspirações sobre a origem e a disseminação do coronavírus que começaram a circular na internet, lançamos uma nova política que proíbe tanto anúncios quanto conteúdo monetizado que contradiga o consenso científico sobre a COVID-19 ou sobre outras emergências sanitárias globais.

Ao todo, bloqueamos a veiculação de mais de 99 milhões de anúncios relacionados à COVID ao longo do ano – incluindo propagandas de curas milagrosas, de máscaras N95 (que estavam em falta no mercado) e, mais recentemente, de doses falsas de vacinas. Continuamos trabalhando com agilidade, acompanhando o comportamento de atores mal-intencionados e aprendendo constantemente. Isso nos deixa melhor preparados para enfrentar golpes ou afirmações falsas que possam surgir no futuro.

Combate às mais novas formas de fraude e golpes

Quando enfrentamos um acontecimento de grandes proporções, como a pandemia, sempre surgem indivíduos mal-intencionados tentando tirar vantagem de usuários da internet. Em 2020, observamos um aumento nos anúncios oportunistas e em comportamentos fraudulentos de pessoas que tentavam enganar os usuários. Temos visto de maneira crescente a utilização de técnicas de 'cloaking' para escapar de nossos mecanismos de detecção, promover negócios online inexistentes ou rodar anúncios para golpes realizados por telefone -- uma maneira escapar da nossa fiscalização ou atrair usuários para fora de nossas plataformas e assim praticar a fraude por outro canal.

Em 2020, combatemos esse tipo de comportamento de algumas maneiras:

O número de contas de anunciantes desativadas por violações de políticas aumentou 70%, e foi de 1 milhão para mais de 1,7 milhão. Também bloqueamos ou removemos mais de 867 milhões de anúncios por tentativas de burlar do nosso sistema de detecção – incluindo cloaking – e outros 101 milhões de anúncios que violavam as políticas de declarações falsas. Isso representa um total de mais de 968 milhões de anúncios.

Proteção às eleições em todo o mundo

Em qualquer país que atravessa um processo eleitoral, os anúncios oferecem aos cidadãos informações confiáveis sobre os candidatos e as eleições. Nos últimos anos, apresentamos políticas e restrições rigorosas sobre quem pode exibir publicidade relacionada a eleições em nossa plataforma, e sobre as formas permitidas de direcionar anúncios. Lançamos também bibliotecas de propaganda política nos Estados Unidos, no Reino Unido, na União Europeia, na Índia, em Israel, Taiwan, na Austrália e Nova Zelândia – e fizemos um trabalho diligente com as equipes responsáveis pela aplicação das políticas, em todo o mundo, para proteger nossa plataforma contra o uso inapropriado. Seguimos ampliando o programa global de verificação, e em 2020 verificamos 5.400 anunciantes eleitorais adicionais.

Desmonetização de discurso de ódio e violência

No ano passado, as publicações de imprensa desempenharam um papel fundamental, garantindo que a população se mantivesse bem informada, preparada e segura. Para nós, é motivo de orgulho que a publicidade digital – que inclui as ferramentas do Google para conectar anunciantes e editores – apoie esse tipo de conteúdo. E temos políticas em vigor para proteger anunciantes e usuários.

Em 2017, desenvolvemos maneiras mais detalhadas de analisar sites ao nível da página, incluindo comentários de usuários. Com isso, queremos permitir que as publicações possam seguir operando o site como um todo – e, ao mesmo tempo, seja possível proteger anunciantes de experiências negativas e impedir violações persistentes. Desde que passamos a adotar medidas ao nível da página, continuamos investindo em nossa tecnologia automatizada. Isso foi essencial num ano em que assistimos a um aumento no discurso de ódio e no incentivo à violência pela internet. Graças a esses investimentos, conseguimos evitar a monetização de conteúdo nocivo. Tomamos medidas em relação a quase 168 milhões de páginas no escopo de nossa política de conteúdo perigoso e depreciativo.

Em 2021, o trabalho continua

Sabemos que decisões tomadas pela perspectiva da segurança do usuário beneficiam o ecossistema como um todo. Preservar a confiança de anunciantes e editores ajuda empresas e negócios a prosperarem no longo prazo. Neste ano que já começou, seguiremos investindo em políticas, em nossa equipe de especialistas e em tecnologias de monitoramento, para estar sempre à frente de possíveis ameaças. Também continuamos firmes no trabalho de aumentar a escala dos programas de verificação em todo o mundo, para ampliar a transparência e oferecer a todos mais informações sobre a experiência de publicidade.

  • Introduzimos diversas políticas e programas novos, incluindo o programa de verificação de identidade de anunciante e o programa de verificação de operações comerciais.
  • Investimos em tecnologia para melhorar a identificação de comportamentos indesejados que ocorrem de forma coordenada, o que ajuda a “ligar os pontos” entre diferentes contas e suspender vários usuários de uma vez.
  • Aprimoramos nossa tecnologia de identificação automatizada e os processos de análises feitas por seres humanos, que usam indícios como sinais da rede, atividade anterior da conta, padrões de comportamento e feedback de usuários.