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Blog do Google Brasil
Políticas Públicas

A ação do Departamento de Justiça americano é extremamente falha e não ajudaria os consumidores em nada



A Busca levou as informações do mundo ao alcance de mais de um bilhão de pessoas. Nossos engenheiros trabalham para oferecer o melhor mecanismo de pesquisa, que constantemente passa por atualizações. Acreditamos que essa é a razão pela qual os usuários valorizam e gostam de nossos produtos gratuitos.

A ação judicial de hoje do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é profundamente falha. As pessoas usam o Google porque escolhem fazê-lo, não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas.

Esta ação não ajudaria os consumidores em nada. Ao contrário, promoveria artificialmente alternativas de pesquisa de qualidade inferior, aumentaria os preços dos smartphones e tornaria mais difícil o acesso das pessoas aos serviços de pesquisa que desejam usar.

A queixa duvidosa do Departamento de Justiça

Vamos aos detalhes. A reclamação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos apoia-se em argumentos antitruste duvidosos para criticar nossos esforços de tornar a Busca disponível de modo mais fácil para as pessoas.

Sim, como inúmeras outras empresas, pagamos para promover os nossos serviços, assim como uma marca de cereal pode pagar um supermercado para estocar seus produtos no final de uma fileira ou em uma prateleira ao nível dos olhos do consumidor. Para serviços digitais, quando você compra um dispositivo pela primeira vez, ele tem um tipo de “prateleira ao nível dos olhos” na tela inicial. No celular, essa prateleira é controlada pela Apple, além de empresas como a AT&T, Verizon, Samsung e LG. Em computadores desktop, essa prateleira é esmagadoramente controlada pela Microsoft.

Portanto, negociamos parcerias com muitas dessas empresas por espaço nas prateleiras ao nível dos olhos. Mas sejamos claros: nossos concorrentes também estão disponíveis, se você quiser usá-los.

Nossos acordos com a Apple e outros fabricantes e operadoras de dispositivos não são diferentes dos acertos que muitas outras empresas tradicionalmente usam para distribuir software. Outros mecanismos de pesquisa, incluindo o Bing da Microsoft, competem conosco por esses acordos. E nossos contratos foram avaliados por repetidas avaliações antitruste.

Veja abaixo:

Dispositivos Apple

A Apple apresenta a Busca do Google em seu navegador Safari porque eles dizem que o Google é “o melhor”. Este acordo não é exclusivo — nossos concorrentes Bing e Yahoo! pagam para ter destaque e outros serviços também aparecem.

Bing e Yahoo! pagam a Apple para aparecer no Safari

Alterar seu mecanismo de pesquisa no Safari é fácil. Na área de trabalho, basta um clique e você terá uma variedade de opções.

Configurando seu mecanismo de pesquisa na versão do Safari para desktop

O iPhone da Apple simplifica a alteração de suas configurações e o uso de mecanismos de busca alternativos no Safari — e é ainda mais fácil no iOS14, no qual você pode adicionar widgets de diferentes provedores ou deslizar a tela inicial para pesquisar.

Microsoft

O Google não vem pré-instalado em dispositivos Windows. A Microsoft traz seu navegador Edge em dispositivos Windows, onde o Bing é o mecanismo de busca padrão.

O Microsoft Edge é pré-instalado em dispositivos Windows e o Bing é o mecanismo de pesquisa padrão

Android

Em dispositivos Android, temos parcerias promocionais com operadoras e fabricantes de dispositivos para apresentar os serviços do Google. Esses acordos nos permitem distribuir o Android gratuitamente, reduzindo diretamente, portanto, o preço que as pessoas pagam pelos smartphones. Ainda assim, as operadoras e fabricantes de dispositivos costumam instalar diversos aplicativos e lojas de aplicativos concorrentes.

Aplicativos e lojas de aplicativos concorrentes costumam ser pré-instalados em dispositivos Android

Veja como é fácil adicionar um aplicativo de busca ou widget diferente no Android.

Baixando um mecanismo de busca no Android

Configurando um widget de pesquisa no Android

O ponto principal que o processo ignora

O ponto principal é que as pessoas não usam o Google porque precisam, elas usam porque querem. Não estamos nos anos 1990, quando a internet era discada, a mudança de serviço era lenta e difícil e, muitas vezes, exigia a compra e instalação de software com um CD-ROM. Hoje, você pode facilmente baixar sua escolha de aplicativos ou alterar suas configurações padrão em questão de segundos — mais rápido do que você leva para andar de um corredor a outro no supermercado.

A ação alega que os americanos não são totalmente capazes de fazer isso. Mas sabemos que isso não é verdade. E você também sabe: em 2019, as pessoas baixaram 204 bilhões aplicativos. Um recorde. Muitos dos aplicativos mais populares do mundo não estão previamente instalados como Spotify, Instagram, Snapchat, Amazon e Facebook.

Os dados mostram que as pessoas escolhem o seu serviço preferido: tomemos o Firefox, o navegador da Mozilla, como exemplo. Ele é financiado quase inteiramente pela receita de acordos promocionais de pesquisa. Quando o Yahoo! pagou para ser o mecanismo de busca padrão no Firefox, a maioria dos americanos imediatamente mudou seu mecanismo de busca para sua primeira escolha – o Google. (A Mozilla mais tarde escolheu o Google como seu provedor de pesquisa padrão, citando um “esforço para fornecer pesquisa de qualidade” e seu “foco na experiência do usuário”).

Também é muito fácil alterar seu mecanismo de pesquisa no nosso navegador, o Chrome.

Configurando seu mecanismo de busca no Chrome em smartphones

Configurando seu mecanismo de busca em desktops Chrome

Como as pessoas acessam informações hoje

Há outra área em que a ação erra sobre como os americanos usam a Internet. Ela afirma que competimos apenas com outros sistemas gerais de busca. Mas isso está comprovadamente errado. As pessoas encontram informações de várias maneiras: procuram notícias no Twitter, voos no Kayak e Expedia, restaurantes no OpenTable, recomendações no Instagram e Pinterest. E quando procuram comprar algo, cerca de 60% dos americanos começam na Amazon. Todos os dias, os americanos optam por usar todos esses serviços e milhares mais.

Próximos passos

Entendemos que com o nosso sucesso vem o escrutínio, mas mantemos a nossa posição. A lei antitruste dos Estados Unidos foi projetada para promover a inovação e ajudar os consumidores, e não favorecer concorrentes específicos ou dificultar a obtenção dos serviços que esses consumidores desejam. Estamos confiantes de que um tribunal concluirá que este processo não se enquadra nem nos fatos, nem na lei.

Nesse ínterim, continuamos absolutamente focados em oferecer serviços gratuitos que ajudam os usuários todos os dias. Porque isso é o que mais importa.

Você pode saber mais sobre nosso posicionamento em relação a concorrência em g.co/competition