Como estamos catalisando impacto climático em escala de megatoneladas no Brasil
Hoje, estamos anunciando nossa maior compra de remoção de carbono até o momento: uma nova parceria com a Terradot projetada para gerar um impacto climático em escala de megatoneladas até 2030, por meio da implantação de soluções climáticas em fazendas de arroz por todo o Brasil. Através deste acordo, compraremos a eliminação de 1 milhão de toneladas métricas de CO2e (GWP 20) de metano até 2030, e 1 milhão de toneladas métricas de remoção permanente de carbono até 2040. É o primeiro projeto anunciado publicamente a combinar o impacto imediato da eliminação de superpoluentes com o impacto duradouro da remoção robusta de carbono nessa escala, tudo dentro de um único sistema agrícola.
Combinando impacto climático imediato e duradouro
Restaurar a atmosfera exige enfrentar dois desafios em cronogramas distintos. Como destacado por um relatório recente da ONU, é fundamental expandir tanto a redução de superpoluentes de vida curta quanto a remoção de carbono para limitar a intensidade e a duração dos picos de temperatura. No curto prazo, podemos conter as temperaturas máximas cortando imediatamente as emissões de superpoluentes de vida curta, como o metano, que se dissipam rapidamente da atmosfera, junto aos esforços contínuos para reduzir o CO2. E, como o CO2 permanece na atmosfera por séculos ou milênios, trazer as temperaturas de volta para patamares mais baixos no longo prazo exigirá uma remoção duradoura de carbono em larga escala.
Embora a maioria das soluções climáticas se concentre em horizontes de curto ou longo prazo, nossa parceria com a Terradot abordará os dois cronogramas simultaneamente. Ela combinará a eliminação de superpoluentes e a remoção de carbono para entregar um impacto climático em escala de megatoneladas até 2030 — e torná-lo permanente.
Transformando o cultivo de arroz em uma solução climática
A Terradot alcançará esse impacto de curto e longo prazo aplicando duas tecnologias complementares em mais de 200.000 hectares de plantações de arroz no sul do Brasil. Primeiro, a Terradot ajudará os agricultores a adotarem o Molhamento e Secagem Alternados (AWD, na sigla em inglês), uma prática de irrigação que drena periodicamente os arrozais inundados. Isso reduz drasticamente as emissões de metano, gerando uma rápida resposta de impacto climático. Em seguida, a Terradot espalhará rocha vulcânica triturada de origem natural nesses mesmos campos. À medida que a rocha se dissolve com o tempo, ela remove permanentemente o dióxido de carbono da atmosfera por meio de um processo conhecido como Intemperismo de Rocha Acelerado (ERW, na sigla em inglês).
Unir essas soluções permite que cada uma faça o que faz de melhor. A eliminação rápida do metano garante o tempo necessário para que a rocha triturada se dissolva completamente. À medida que o benefício temporário do metano expira, a remoção permanente de carbono entra em cena para substituí-lo. Medida em uma escala de temperatura ao longo do tempo, essa abordagem combinada garante uma redução líquida no aquecimento global em todos os horizontes temporais.
Os agricultores também se beneficiarão do projeto: o AWD reduz o uso de água e diminui os custos de produção, enquanto a rocha triturada pode melhorar a saúde do solo, dando às comunidades locais uma participação econômica no impacto climático que ajudam a gerar.
Produzindo um modelo replicável para escala global
Essa abordagem para o cultivo de arroz está pronta para ganhar escala global. O sul do Brasil é um dos lugares mais favoráveis do mundo para implantar esse modelo; seus solos tropicais, clima quente e úmido e sistemas de arroz inundado aceleram naturalmente o intemperismo, além de as pedreiras de basalto estarem localizadas próximas às terras agrícolas. E este projeto foi desenhado para ser ainda mais replicável: primeiro nos 1,5 milhão de hectares de arroz cultivados no Brasil e, eventualmente, em outras regiões produtoras de arroz em todo o mundo. Para analisar isso, também estamos financiando pesquisas que examinarão o potencial de redução de metano do AWD em diferentes sistemas de cultivo de arroz ao redor do globo.
De forma mais ampla, nossa parceria com a Terradot mostra o potencial transformador de combinar a eliminação de superpoluentes com a remoção de carbono, seja em um único sistema agrícola ou em projetos distintos. É a ilustração mais concreta até agora da abordagem de portfólio que detalhamos em nosso Relatório Ambiental de 2026: unir ações contra superpoluentes, que reduzem o aquecimento rapidamente, com a remoção de carbono que se consolida gradualmente para tornar o impacto na temperatura duradouro. Isso une as ambições dos compromissos de mercado antecipados que cofundamos (Frontier e Symbiosis para remoção de carbono; e a Superpollutant Action Initiative para superpoluentes), mostrando como os dois pilares da restauração atmosférica podem ser executados juntos em um sistema unificado.
Esperamos que este acordo sirva de modelo para outros compradores, fornecedores e governos que buscam maximizar seu impacto climático. Estamos entusiasmados em continuar ajudando a expandir a eliminação de superpoluentes e a remoção de carbono em conjunto — para que possamos conter o aquecimento global de forma imediata e duradoura, com a urgência que o nosso planeta exige.