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Blog do Google Brasil
Diversidade, Equidade e Inclusão

Homenageando o Dia da Consciência Negra no Brasil



Nota do editor: Ontem à noite, véspera do Dia da Consciência Negra no Brasil, João Alberto Silveira Freitas, um homem negro de 40 anos, morreu após ser espancado em um supermercado de Porto Alegre. Gostaríamos de expressar os nossos sentimentos à população negra brasileira.

No Brasil, 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra, feriado celebrado em mais de 830 cidades do país. É uma homenagem a Zumbi dos Palmares, o líder mais conhecido da resistência contra a escravidão e um símbolo da luta pela liberdade e reconhecimento.


Em um país onde mais da metade dos 212 milhões de habitantes se identificam como negros, a data é também usada para promover maior consciência sobre a história e as conquistas da comunidade negra. É também um momento para aprofundar o debate sobre lutas atuais: racismo estrutural, desigualdade, pobreza, entre outras.


Seguindo os compromissos do Google com a igualdade racial, criamos uma série de iniciativas para celebrar o Dia da Consciência Negra: uma nova seção no Google Arts & Culture; uma coleção na Google Play Store e um vídeo com desenvolvedores negros de apps, jogos e websites; um novo grupo de startups lideradas por pessoas negras que será financiado pelo Google for Startups, e doações do Google.org focadas em organizações que trabalham pela justiça racial.

Reverenciando a arte negra

Em parceria com 15 instituições culturais, o Google Arts & Culture criou o "Consciências Negras”, uma coleção dedicada à arte e cultura afro-brasileira que apresenta mais de 30 histórias e exposições sobre a história por trás dessa celebração

"Marcha Zumbi está Vivo", Rio de Janeiro, 18/11/1983. Januário Garcia, 1983 (Geledés) Graças ao Instituto Geledés Mulheres Negras, você pode aprender mais sobre a representação artística da comunidade negra ou explorar como a cultura africana está em 600 obras digitalizadas em super alta resolução do acervo do Museu de Arte da Bahia. Também é possível conhecer as expressões artísticas e culturais do Porto do Rio, principal porto do tráfico de escravos das Américas.

"Refeição", de Maria Auxiliadora, 1970 (Museu Afro Brasil)

Restaurando a história

Quatro jovens artistas brasileiros trabalharam com o Museu Afro Brasil e uma equipe de historiadores e curadores para descobrir histórias pouco conhecidos de protagonismo negro.

As histórias variam de uma história empoderadora de irmandade e empreendedorismo em Salvador, a uma exploração de como o design e a tecnologia africana impactaram o desenvolvimento do Brasil. As obras representam comunidades negras para além dos estereótipos, integrando elementos do legado africano.
Para explorar essas histórias notáveis ​​com mais detalhes e descobrir coleções de mais de 2.000 museus ao redor do mundo, o Google Arts & Culture é gratuito para todos na web ou celular (iOS e Android).

Estimulando carreiras e empreendedores negros

Entre maio e setembro, o desemprego no Brasil aumentou 43%, com 4,1 milhões de brasileiros sem trabalho. Para ajudar os candidatos negros a descobrir, preparar e se candidatar a empregos em todo o país, a equipe Cresça com o Google lançou a orientação "Carreiras Pretas Importam", um guia para seu próximo passo profissional.


O Black Founders Fund é uma iniciativa do Google for Startups para investir um valor inicial de 5 milhões de reais, sem qualquer contrapartida ou participação societária, em startups fundadas e lideradas por empreendedores que se autodeclaram negros e negras no Brasil. O objetivo é apoiar cerca de 30 startups até o final de 2021.


Além das primeiras startups anunciadas em setembro (Afropolitan, CREATORS e TrazFavela), seis novas startups de diferentes áreas de negócios e regiões do país receberão recursos financeiros do Google: EasyJur, LegAut, Treinus, Wellbe, WeUse e Aoca Game Lab.


A Aoca, por exemplo, é um pequeno estúdio em Salvador, na Bahia. Desde setembro de 2016, o estúdio está focado no desenvolvimento do jogo para PC Árida, que conta a história de Cícera, uma garota que vive uma jornada de descoberta no sertão brasileiro do século XIX.


Esses esforços se baseiam em trabalhos existentes, como a doação do Google.org ao Instituto Rede Mulher Empreendedora, que está apoiando mulheres empresárias, incluindo mulheres negras, a fortalecer, crescer e estabilizar seus pequenos negócios.

Celebrando desenvolvedores e criadores negros

Conversamos com alguns empreendedores e desenvolvedores brasileiros negros que criam aplicativos, jogos e sites. Eles compartilharam suas jornadas, dicas e paixões neste vídeo:

Até o dia 26 de novembro, a Google Play Store vai destacar conteúdos que celebram a cultura afro-brasileira. Esta coleção especial traz aplicativos de alguns empreendedores negros brasileiros, além de filmes, livros e um jogo, todos com protagonistas negros brasileiros e histórias de coragem e resiliência.
Além disso, partir de 20 de novembro, o Google Podcasts apresentará uma coleção de podcasters negros locais, como Afetos, História Preta, Afropausa e muitos mais.

Apoiando organizações que lutam por justiça racial

2020 foi um ano que promoveu mais atenção e solidariedade em relação a questões raciais no mundo. Em junho, nosso CEO Sundar Pichai reforçou a importância de se enfrentar o racismo sistêmico também em regiões fora dos Estados Unidos, como o Brasil, e em toda a Europa e África.


Desse modo, o Google.org anuncia a destinação de US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões) em doações para organizações sem fins lucrativos que trabalham para promover a justiça racial no Brasil. Para iniciar nosso trabalho por aqui, estamos anunciando dois financiamentos:


O Fundo Baobá é o primeiro e único fundo focado exclusivamente em igualdade racial no Brasil. O Google.org fará uma doação de US$ 400 mil, por meio da qual convidará organizações de todos os estados do país a submeter projetos centrados no enfrentamento ao racismo localmente. No final, 10 organizações todas as regiões do Brasil serão beneficiadas com o apoio financeiro para execução de projetos focados em temas relevantes para a população negra, como acesso à justiça, combate à violência e vivência com dignidade. Acompanhe o Fundo Baobá para novidades pelo Twitter, Instagram e Facebook.


Para melhorar a coleta de informações sobre o estado da justiça racial no Brasil, o Google.org fará uma doação de US$ 100 mil para o Núcleo de Pesquisa em Justiça Racial e Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa será conduzida por acadêmicos negros e líderes de pensamento na área, e terá como foco a análise de dados e visualização das dimensões raciais da violência policial no Brasil.


Sabemos que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para reduzir a desigualdade racial. Com iniciativas como essas, esperamos continuar contribuindo para a construção de um futuro mais justo.