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Mulheres do Google Brasil: conheça Paula Paschoal, diretora de parcerias do Google Pay

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O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é mais do que uma data para homenagear as mulheres. A data tem raízes históricas importantes e surgiu no início do século 20 com o movimento das mulheres que trabalhavam em fábricas nos Estados Unidos e na Europa e lutavam por condições de trabalho mais dignas. Até hoje, o Dia Internacional da Mulher nos lembra da reivindicação pela igualdade de gênero em múltiplas manifestações ao redor do mundo.

Para celebrar e exaltar algumas das mulheres que fazem a diferença no Google Brasil, iniciamos hoje uma série de entrevistas com profissionais que trabalham em diversas áreas da companhia. Elas falam sobre carreira, representatividade no mercado de trabalho e suas paixões. Neste post, você conhecerá mais a Paula Paschoal, diretora de parcerias do Google Pay para América Latina e Europa. Ela é formada em Administração pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e já passou por grandes empresas antes de se tornar Googler. Paula diz que não consegue imaginar um mundo no qual as pessoas não estejam no comando de suas aspirações. E permitir que isso seja possível para muitas pessoas tem sido sua principal motivação ao longo de sua carreira.

Quer saber mais sobre a Paula? Confira a entrevista abaixo. Boa leitura!

Quem é a Paula?

Eu sou apaixonada pelo meu trabalho, mas sempre tenho em mente que a minha família vem em primeiro lugar. Sou de Araraquara, no interior de São Paulo. Me mudei para a capital para fazer faculdade e por aqui fiquei! Já se passaram 22 anos… Sou casada e tenho duas filhas: Maria, de 7 anos, e Ana, de 5 anos. Em 2021, depois de 11 anos trabalhando no PayPal, resolvi que era hora de encontrar um novo desafio profissional e tenho vivido intensamente este meu ano de mudança.

Dia 8 de março é o dia pelos direitos das mulheres, como você vê a evolução e o que você acredita que ainda precisa ser melhorado?

É um tema tão importante para mim há tantos anos que parece que tudo já foi falado e discutido. Por outro lado, os avanços não acompanharam o mesmo ritmo e ainda vemos estatísticas complicadíssimas por todos os lados, mas acho que a data hoje é muito mais uma reflexão sobre o coletivo. Algumas de nós furamos a primeira bolha, avançamos na carreira até altas posições e acredito que isso deva ser comemorado sim, é um passo importante, abre caminhos e inspira outras mulheres. Porém precisamos agora contribuir para uma caminhada mais longa e coletiva. Exercer a empatia, cuidar da saúde mental de quem está à nossa volta, ser intencional com a interseccionalidade, entender que o todo tem que se equilibrar e que não adianta ter sempre os mesmos exemplos. As exceções não mudarão as estatísticas.

Qual sonho você ainda não realizou ainda?

Eu sou uma pessoa muito sonhadora! Sempre cultivei e corri bastante atrás dos meus sonhos. Dois deles que eu realizei e que eu morro de orgulho são a minha família unida e com saúde e ter uma carreira onde o meu trabalho me faz feliz!

O maior sonho que eu tenho atualmente é poder viver em um mundo menos desigual, onde as pessoas independente da sua raça, gênero, religião, idade ou nacionalidade possam ter as mesmas oportunidades na vida. Mais do que um sonho, isso é algo que me tira o sono.

Como você descreveria seu trabalho no Google para uma criança?

Bom, passei por isso recentemente tentando explicar para as minhas filhas o que eu estava vindo fazer no Google! Para elas, só interessava a parte que o Google é dono do YouTube e elas achavam que isso tornaria mais fácil para elas ficarem mais tempo na frente das telas em casa, mas não foi o caso (risos).

Mas, em resumo, eu trabalho com um grupo de pessoas que está criando novas formas de pagarmos pelas nossas compras com o celular, sem que você precise ficar andando com a sua carteira e um monte de documentos por aí.

filhas de Paula

Paula com as filhas Ana (à esquerda) e Maria (à direita)

Nos conte sobre um projeto do qual você se orgulha.

Um projeto que eu tenho muita alegria de fazer parte é o CEO Legacy, da Fundação Dom Cabral - Liderança pela Diversidade. Ao lado de outros dez executivos, estruturamos um projeto que teve como ponto de partida aprofundar o entendimento sobre diversidade e inclusão, por meio de workshops e conversas com especialistas, e implementar programas nas empresas, com indicadores e metas claros. É uma das iniciativas para inspirar, mobilizar e engajar outras lideranças para a causa e, assim, contribuir com a redução das desigualdades no Brasil. Neste site é possível encontrar exemplos e conteúdo educativo criados pela iniciativa.

Nossa carreira é feita de altos e baixos. Você pode contar um momento difícil e como fez para seguir em frente?

Tenho dois momentos delicados na minha carreira que me fizeram amadurecer muito e hoje são parte fundamental do meu dia a dia.

O primeiro foi quando precisei aprender a liderar um time. Eu sempre tive muito foco na execução e aprender a "fazer por meio dos outros" foi um processo desafiador. Hoje, o que eu mais gosto de fazer é a gestão de times.

O segundo foi contar sobre a minha primeira gravidez. Fiquei muito insegura com a reação da empresa e do meu chefe e também em dar conta de tudo. O que eu ouvi do meu gestor na época foi transformador: você está indo fazer um MBA em 4 meses e de graça! E foi exatamente isso. Me tornei uma executiva muito mais completa e eficiente depois da maternidade!

O que as pessoas ficariam surpresas ao aprenderem sobre você?

Tenho duas grandes paixões na minha vida que as pessoas normalmente se espantam ao descobrirem: sou viciada em música sertaneja e também sou torcedora fanática do São Paulo Futebol Clube.

Paula com dupla sertaneja

Paula em um show da dupla sertaneja Bruno & Marrone em 2018 no Espaço das Américas, em São Paulo

Ainda precisamos abrir muitas portas para as próximas gerações de mulheres. Você já foi a primeira de muitas, seja no trabalho ou em outro projeto de vida?

Sim, principalmente no meu ambiente de trabalho. Tecnologia e mundo financeiro ainda são majoritariamente masculinos. Por isso, sempre ressalto a importância do exemplo, de referências. A gente só sonha com o que a gente vê!

Se tivesse a oportunidade, que conselho você daria a si mesma no início de sua carreira?

Uma dica que eu ouvi no meu começo de carreira e foi transformadora: faça networking. Construa uma rede sólida de relacionamentos. Isso foi crucial para o meu desenvolvimento nos últimos 20 anos e me deu a oportunidade de sempre ter a quem recorrer quando eu não sei alguma coisa, de trocar experiências relevantes, contatos para buscar parcerias profissionais ou mesmo para mudar de emprego. Nas minhas primeiras movimentações profissionais, quando fui para a AMD e depois para a FNAC, a mudança foi para um cliente, ou seja, para um parceiro com o qual já tinha construído uma forte relação profissional.

O conselho que eu daria para mim em início de carreira é: seja vocal. Muitas vezes assumimos que seremos automaticamente reconhecidos e acabamos não nos posicionando. Ou aceitamos uma decisão que não concordamos em silêncio. E isso é algo que acontece especialmente com as mulheres. Eu gostaria de ter sido mais vocal desde o início da minha carreira, mas aprendi isso apenas mais tarde.

Diga o nome de uma mulher que merece uma busca no Google para conhecermos mais sobre ela!

São muitas, mas vou deixar dois nomes de mulheres que são referências para mim e merecem uma busca: Camila Achutti, fundadora e CEO da plataforma educacional Mastertech, e a infectologista Luana Araujo.